Metodologia XP (eXtreme Programming) – Introdução

O foco principal do Hiperbytes ainda é o desenvolvimento de web, mas a partir de hoje traremos semanalmente uma série de artigos extras sobre um assunto que está muito em alta na Engenharia de Software: as metodologias de desenvolvimento ágil, mais precisamente a Extreme Programming, conhecida popularmente por metodologia XP de desenvolvimento.

Esta série de artigos é na verdade uma versão compacta do trabalho de conclusão de curso (TCC) realizado por este blogueiro que vos escreve para a obtenção do grau de Bacharel no Curso de Sistemas de Informação da UniFEOB – Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos de São João da Boa Vista/SP. O título original da monografia em que foi baseada esta série é:

O USO DA METODOLOGIA XP NO DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE E OS IMPACTOS NA GESTÃO DE RISCOS

Metodologia XP ( eXtreme Programming )

Toda semana, sempre às segundas-feiras, postaremos uma parte ou capítulo da monografia, o que totalizará 10 semanas de postagens para nossa série sobre XP. Para a comodidade do leitor, sugerimos que assine o nosso feed para acompanhar mais facilmente nossa série e também outros artigos sobre desenvolvimento web. Mas, no caso de um leitor interessar-se muito pelo assunto e não tiver paciência para aguardar nossas postagens semanais, entre em contato conosco através do formulário de contato ou do nosso twitter @hiperbytes que enviaremos para seu e-mail a monografia completa.

Começaremos hoje com uma introdução que apresentará ao leitor uma ideia geral do que abordaremos ao longo dos nossos artigos. Esperamos que aproveitem a série e possam compartilhar conosco suas sugestões, opiniões e críticas. Boa leitura!

 

Introdução

O Software representa uma grande proporção do valor total da maioria dos produtos tecnológicos e sendo essencial para o funcionamento da economia nacional e internacional, produzir tais softwares com uma boa relação custo-benefício se tornou prioridade e, consequentemente, a indústria de software tornou-se peça fundamental para o mundo globalizado (SOMMERVILLE, 2007). O mercado de software é exigente quando o assunto é produtividade e atributos de qualidade como eficiência, confiabilidade e segurança são requisitos indispensáveis. Entretanto, por mais que a Engenharia de Software tenha se esforçado nesses últimos anos para desenvolver técnicas e métodos de desenvolvimento, em 2004 apenas 29% dos grandes projetos de software foram concluídos dentro do prazo e do orçamento (STANDISH, 2006).




A tecnologia e as ferramentas de desenvolvimento têm evoluído a um ritmo exponencial, porém, a metodologia utilizada não tem seguido a mesma velocidade. De acordo com Pressman (2006), durante os últimos trintas anos, a grande massa da comunidade de engenharia de software tem utilizado os mesmos modelos de processos de desenvolvimento. No entanto, uma nova tendência surgiu sutilmente durante a última década e vem ganhando espaço a cada dia: a metodologia ágil. Dentre as metodologias de desenvolvimento ágil, tem-se a Extreme Programming, que é abordada neste trabalho, e segundo Beck (2000, apud BORBOREMA, 2007), esta é uma metodologia eficiente graças a uma série de princípios e boas práticas que possibilitam aos desenvolvedores trabalharem de forma ágil, sem deixar de lado aspectos como custo e qualidade de software.

Com a adoção dos valores e boas práticas da XP, espera-se reduzir o tempo de fabricação e manutenção de software, agregando maior valor de custo versus benefício ao produto. Nesse sentido, a motivação para a realização desse trabalho é apresentar de forma simples e objetiva os valores e as práticas da metodologia XP e dessa forma contribuir com empresas que trabalham com desenvolvimento de software.

Esta série de artigos tem como objetivo verificar as implicações dos antigos modelos de desenvolvimento de software e analisar de forma qualitativa os problemas que levam muitos projetos a falhar. E como objetivo específico busca-se realizar um estudo bibliográfico visando descrever e analisar de forma qualitativa, as implicações de um conjunto de boas práticas que possam ser mais eficientes e fornecer melhores resultados nos projetos de desenvolvimento de software.

Continue lendo essa série de artigos sobre em Metodologia XP ( eXtreme Programming ) – A crise do software

Observação: Todos as referências serão creditadas no último artigo da série.

Coordenador de curso na Etec de Itapira, pós-graduado em desenvolvimento de sistemas web e professor nos cursos de Administração e Técnico em Informática para Internet. Nerd por vocação e blogueiro por opção, é autor do livro “Diário de um Blogueiro” e dos blogs Neurônio 2.0 e Hiperbytes.

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