Planejamento e conceitos em um projeto de site

O artigo a seguir faz parte de um trabalho intitulado como “A importância das ferramentas de buscas para o marketing digital” que será publicado gradualmente aqui no blog. Para sua comodidade, sugiro que assine o feed para acompanhar mais facilmente esta nossa série e também outros artigos sobre desenvolvimento web.

Leia o artigo anterior a este em Marketing digital e o novo mercado online

 

Planejamento e conceitos em um projeto

O site de uma empresa é como um cartão de visita que apresenta sua área de negócios e sua identidade no mercado, ou ainda, como uma vitrine virtual em que é possível, em muitos casos, expor e vender seus produtos. Mas projetar, criar e manter um site não é uma tarefa simples como seguir uma receita de bolo. Krug (2006) compara o sucesso na criação de um site com jogar golfe, em que há várias formas de fazer o certo (a bola entrar nos buracos) e um milhão de formas de não consegui-lo fazer.

marketing digital e as ferramentas de buscas

Há na internet milhões de sites que oferecem centenas de informações semelhantes e criar mais um para oferecer o “mais do mesmo” não atrai a atenção do usuário. Por isso, em tempos de Web 2.0 é preciso inovar, ser diferente e oferecer o que o usuário quer, sem, no entanto, incomodar ou prejudicar sua experiência na internet, pois ele está a apenas um clique de mouse para abandonar um site e encontrar outro que o agrade.

Antes de publicar um site na internet ou mesmo começar a construir um, é importante que se faça um planejamento com todas as partes interessadas para melhor organizar cada etapa de desenvolvimento do projeto. O artigo proposto não visa abordar todas as questões envolvendo o planejamento e criação de um site, mas sim, conceituar as principais fases, convenções e padrões utilizados atualmente.

 

Definições dos objetivos

A primeira etapa no desenvolvimento de um site consiste em um planejamento do mesmo, onde normalmente a equipe de desenvolvimento se reúne com os stakeholders (interessados) para discutir ideias e opiniões sobre o projeto. É importante também que nessa reunião sejam definidos quais os objetivos com o site, pois com bases neles é que várias outras decisões importantes para o sucesso do projeto são tomadas.

Uma vez definidos os objetivos, é o momento de observar o cenário atual em que o site estará inserido. Muitas vezes, é utilizada a estratégia de visitar o site dos concorrentes para analisar certos comportamentos do mercado e buscar algum diferencial que atraia mais atenção do usuário. E, depois dos objetivos definidos e uma visão geral do mercado, chega-se o momento de pensar em alguns pontos importantes como: quem é o público alvo, onde encontrá-lo e o que se pretende atingir nele (TORRES, 2009).

 

Planejamento do conteúdo

O conteúdo é a parte mais importante em um projeto de site, pois na maioria dos casos, o sucesso do projeto depende em grande parte da sua qualidade. Por isso, definir, planejar e criar conteúdo deve ser parte de uma estratégia importantíssima no projeto, pois é ele que será o canal de comunicação com o usuário para passar a mensagem que queremos transmitir.

 

Arquitetura da informação

Considerando os objetivos do site e o conteúdo que estará disponível, faz-se nessa fase uma categorização das informações e cria-se uma hierarquia do conteúdo de forma a privilegiar as informações mais importantes, colocando em destaque os conteúdos mais relevantes para o público, facilitando assim ao máximo a busca pelas informações que ele deseja (MEMORIA, 2005).

 

Design de interface

O profissional responsável pelo design da interface preocupa-se com a interação humano-computador do site. Sua função é projetar uma estrutura gráfica que crie uma identidade única para o site, acolha o conteúdo da arquitetura da informação, preveja cada detalhe das funcionalidades de navegação e que seja, no mínimo, agradável ao usuário. De acordo com Torres (2009), criar uma interface que atenda tantas exigências pode parecer uma tarefa difícil e com certeza o é, mas o design faz muita diferença para o usuário, pois antes de ler o conteúdo, ele verá o design e se não gostar, a probabilidade de permanecer no site é mínima.

Muitos webdesigners, nessa fase de desenvolvimento, utilizam uma ferramenta chamada wireframe que permite visualizar o site antes mesmo de começar a construí-lo. Memória (2005) define-o como um rascunho onde cada elemento é posicionado no seu devido lugar, como por exemplo, o sistema de navegação e o agrupamento do conteúdo na tela.

 

Implementação

A implementação consiste no serviço braçal da equipe de desenvolvimento que deve projetar o site de acordo com o que foi projetado no wireframe e definido nas fases anteriores. Temos assim, a criação das páginas com seus conteúdos, imagens, vídeos e outras mídias quando necessário.

Apesar da tecnologia de desenvolvimento web proporcionar a liberdade de criarmos site onde o limite é a nossa imaginação, algumas “inovações” devem ser ponderadas muito bem antes de aplicá-las, pois quando construímos um site, nosso principal objetivo deve ser que todas as páginas sejam claras o suficiente para que o usuário comum, apenas olhando-a, possa saber como navegar e como utilizar cada página.




De acordo com Krug (2000), as pessoas não gostam de ter que descobrir como fazer algo que teoricamente já sabem como fazer e quando são obrigadas a pensar em como fazer isso de outra forma, elas ficam extremamente incomodadas. E em se tratando de internet, a primeira opção do usuário é abandonar aquele site e procurar por outro que não o faça pensar. Diante disso, para uma melhor experiência do internauta, algumas convenções (padrões) foram trazidas das mídias impressas e adaptadas nas páginas da internet. Segundo o autor, cinco elementos devem obrigatoriamente estar presentes em um site:

  • Identificação ou logotipo do site – Geralmente no canto superior esquerdo da tela tal qual como uma revista, jornal ou prédio, que possui em sua fachada uma placa identificando-o pelo nome;
  • Uma forma rápida e fácil de voltar ao início – Um botão ou link assim em todas as páginas, garantem ao usuário que por mais perdido que ele possa estar, sempre há uma forma de voltar ao início. Há também uma convenção de que o logotipo seja um atalho para o início do site e por mais simples que isso possa parecer, muitos webmasters não adotam essa característica e confundem o usuário que está acostumado a essa convenção;
  • Uma forma de pesquisar por conteúdo – Dependendo do tamanho e da complexibilidade de um site, procurar o que precisamos através da navegação é uma tarefa dispendiosa, e para tanto, todo site deve possuir uma caixa de busca ou um link para uma página de pesquisa por conteúdo;
  • Seções e subseções – Uma boa hierarquia na arquitetura da informação é fundamental para auxiliar o usuário a encontrar a informação que deseja. Normalmente, a página principal possui links para a seção principal e conforme o usuário seleciona, surgem os links para as subseções e assim por diante;
  • Utilitários – Links que oferecem informações importantes, mas que não façam parte da hierarquia de conteúdo do site. Alguns exemplos de links utilitários são: “Mapa do site”, “Ajuda”, “Sobre” e “Entre em contato”.
Exemplo de um wireframe
Figura 1 – Exemplo de um wireframe

Outra convenção muito importante para a localização do usuário no site é manter todas as páginas seguindo o mesmo padrão de layout, ou seja, a área de conteúdo, campo de buscas e os links de navegação devem sempre estar no mesmo local em todas as páginas.

Continua no artigo: Ferramentas de buscas – Google e o seu Pagerank

Coordenador de curso na Etec de Itapira, pós-graduado em desenvolvimento de sistemas web e professor nos cursos de Administração e Técnico em Informática para Internet. Nerd por vocação e blogueiro por opção, é autor do livro “Diário de um Blogueiro” e dos blogs Neurônio 2.0 e Hiperbytes.

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