Web 2.0 – a primeira evolução da internet

Quem utiliza a internet com certa frequência há alguns anos pode perceber significativas mudanças na maioria das páginas que visita. Até pouco tempo atrás, os sites estavam disponíveis como livros: as pessoas acessavam, liam o que era de interesse e simplesmente fechavam a página. No máximo, a comunicação com os desenvolvedores ou responsáveis pelo conteúdo era através de um email.

O artigo de hoje tem como objetivo esclarecer o que foi web 1.0, apontar as principais características que culminaram na evolução para web 2.0 e o que podemos esperar da web 3.0 que está por vir.

 

WEB 1.0

A primeira versão da internet, a chamada de web 1.0, possuía duas características que marcavam o seu conceito fundamental: a leitura e a ligação a outras páginas. Havia uma grande quantidade de informação disponível com pouco ou nenhum grau de interação, o usuário não podia alterar o conteúdo, pois era apenas um espectador da ação que se passava nas páginas que ele visitava. Mesmo assim, esses fatores não impediram o crescimento e a popularização da rede, que aos poucos foi sendo disseminada por todo o planeta.

Evolução da internet

 

WEB 2.0

Em 2004 foi criado o termo Web 2.0 para referenciar as tendências e os novos rumos que a internet tomou ao adotar características que fornecem aos usuários mais criatividade, informação e colaboração entre os usuários. O mais interessante disto tudo é que não se trata de uma revolução tecnológica ou atualização, é simplesmente uma mudança na maneira de promover conteúdo dinâmico através da internet.

A principal característica é a participação do usuário como gerador de conteúdo. Ele deixou de ser apenas um espectador e passou a fazer parte do movimento, podendo assim, alterar ou acrescentar conteúdo dos sites. Isso tudo, graças ao surgimento de ferramentas intuitivas e de fácil utilização, como por exemplo, os serviços de wikis, vídeos e blogs, e ainda as redes sociais como o Orkut, Twitter e Facebook. A internet passou a ser uma via de mão dupla, sendo que as informações que vão até o usuário, vêm do próprio usuário.




Hoje, para uma página ser minimamente enquadrada como Web 2.0, ela deve fornecer experiência de conteúdo, dinamismo e aberto à participação do usuário, devendo fugir de blocos de textos e proporcionar opções de alcance daquilo que o usuário deseja. A dinâmica é necessária, pois o usuário passou a interagir de forma colaborativa, deixando a internet mais participativa entre pessoas de qualquer lugar do mundo e possibilitando a construção coletiva do conhecimento. Entretanto, como tudo tem seu lado bom e ruim, houve uma explosão de informação e o excesso é mais maioria das vezes informação inútil.

Outra mudança importante foi a de visualizar a internet como plataforma de desenvolvimento e trabalho. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem ao máximo os efeitos de rede e da inteligência coletiva. Tim O’Reilly, da empresa estadunidense O’Reilly Media, sugere algumas regras que ajudam a definir as novas tendência dos aplicativos na era da Web 2.0

  1. Beta perpétuo – não tratar o software como um artefato, mas como um processo de comprometimento com seus usuários;
  2. Pequenas peças frouxamente unidas – abrir seus dados e serviços para que sejam reutilizados por outros. Reutilize dados e serviços de outros sempre que possível;
  3. Software acima do nível de um único dispositivo – não pensar em aplicativos que estão no cliente ou no servidor, mas desenvolver aplicativos que estão no espaço entre eles;
  4. Lei da Conservação de Lucros, de Clayton Christensen – lembrar-se de que em um ambiente de rede, APIs abertas e protocolos padrões vencem, mas isso não significa que a idéia de vantagem competitiva vá embora;
  5. Dados são o novo “Intel inside” – a mais importante entre as futuras fontes de fechamento e vantagem competitiva serão os dados, seja através do aumento do retorno sobre dados gerados pelo usuário, sendo dono de um nome ou através de formatos de arquivo proprietários;
  6. Software com serviço, não como produto – Começar a desenvolver softwares que são usados pela Internet e não vendidos em pacotes, mas como serviços, pagos mensalmente como uma conta de água;
  7. Programação modular – Definiu-se que quanto mais simples e modular a programação for, melhor ela será. Os módulos podem ser reutilizados em diversos softwares ou compartilhados para serem usados por programas de terceiros. Metodologias e conceitos como o Getting Real e Agile tem-se popularizado entre as empresas que desenvolvem aplicativos ditos “Web 2.0”;
  8. Experiência de usuário – Segundo este princípio, os softwares são desenvolvidos de modo que fiquem melhores quanto mais são usados, pois os usuários podem ajudar a torná-los melhores. Por exemplo, quando um usuário avalia uma notícia, ele ajuda o software a saber qual notícia é a melhor.

 

WEB 3.0

Web 3.0 está focada mais nas estruturas dos sites e menos no usuário, pois pretende organizar de forma mais inteligente todo o conhecimento já disponível na Internet, podendo dessa forma analisar muito mais informações com menos trabalho e resultados mais precisos. A criação de um sistema assim, será capaz de compreender os desejos do usuário realizando uma busca que resulte na disponibilização automática e precisa do conteúdo. Para que isto aconteça, e um grupo cientistas da W3C estão pesquisando novas tecnologias que possam ser usadas de modo padronizado, com o objetivo de construir uma Internet inteligente.

A Web 3.0 prevê a criação de outro nível de busca da informação, oferecendo resultados customizados de acordo com a necessidade real do usuário. Sua realização será resultado da associação de informações, experiências e conhecimentos adquiridos por meio da Web 2.0, com a tecnologia semântica (significativa) que, embora pareça novidade, é discutida há anos pelo britânico Timothy John Berners-Lee.

Créditos: artigo escrito com a colaboração de Éder Carvalho

Coordenador de curso na Etec de Itapira, pós-graduado em desenvolvimento de sistemas web e professor nos cursos de Administração e Técnico em Informática para Internet. Nerd por vocação e blogueiro por opção, é autor do livro “Diário de um Blogueiro” e dos blogs Neurônio 2.0 e Hiperbytes.

5 COMENTÁRIOS

  1. Oi Júnior,

    Achei muito interessante a forma que abortou a WEB 3.0. A inteligência é o futuro.

    Bruno Simomura

  2. Parabéns , as informações são de excelente qualidade .
    Me proporcionou um trabalho bem elaborado, obrigaduuu!!!

  3. Adorei o artigo, queria utilizá-lo como referência no meu tcc, alguém podia me dizer a data de publicação? Obrigado

  4. Obrigada pelo conteúdo resumido e muito explicativo do assunto, vou usar nas minhas aulas (claro que citando a fonte).

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