O que aprendi sobre Blogs: funcionamento da Blogosfera

Nesta série de artigos intitulada como “O que aprendi sobre Blogs“, contarei um pouco sobre minha trajetória na Blogosfera. Mas, o objetivo não é simplesmente contar a história do meu blog, e sim compartilhar com você as minhas experiências positivas e negativas de vários momentos em meus projetos web. Minha preocupação foi pontuar meus acertos que resultaram em algumas conquistas e, principalmente, os meus erros que me fizeram aprender muito sobre a difícil “arte” de blogar.

Este artigo foi extraído de um capítulo do meu livro “Diário de um Blogueiro – o que aprendi e conquistei com os blogs”, publicado pela editora Porto de Ideias. Caso tenha interesse em conhecer mais sobre este trabalho, é possível clicar aqui para encontrar mais informação sobre ele, como também adquiri-lo através do PagSeguro.

O que aprendi sobre Blogs

Uma vez estava conversando com um amigo em uma festa de aniversário de um colega em comum e, em certo momento, ele comentou que havia lido alguns artigos no meu blog. Fiquei muito feliz ao ver o ânimo dele enquanto falava sobre as coisas que havia visto, mas notei que ele estava mais impressionado com a parte estética e funcionalidades do blog do que com o conteúdo em si. Curioso como sou, resolvi fazer a ele a seguinte pergunta: o que você acha que precisei fazer para ter um blog como aquele?

Apesar de ele saber muita coisa sobre computadores e internet, notei pela sua resposta que ele não fazia muita ideia de como realmente funcionava um blog. Meio inseguro, ele respondeu que precisava conhecer uma linguagem de programação e saber utilizar um programa chamado Dreamweaver. É claro que esses conhecimentos são úteis, mas, na verdade, nenhum blogueiro precisa necessariamente ter esse tipo de conhecimento, basta apenas que ele conheça e saiba utilizar um CMS.

 

O que é CMS?

CMS é a abreviação do termo inglês para Content Management Systems, ou seja, é um sistema gerenciador de conteúdo que oferece recursos necessários para inserir, editar e publicar conteúdos (texto, imagem e vídeo) sem a necessidade de uma programação específica de código. Até o surgimento das ferramentas CMS, as páginas web eram desenvolvidas exclusivamente por pessoas que possuíam um razoável conhecimento em programação de computadores; mas, com a rapidez e as facilidades que uma ferramenta CMS oferece, outras pessoas, mesmo sem conhecimentos técnicos de programação, passaram a criar suas próprias páginas web na forma de blogs. Agora vem a grande pergunta que gera uma enorme discussão na Blogosfera:

Qual é a melhor ferramenta? O Blogger ou o WordPress?

Blogs - Diferenças entre o Blogger e o WordPressSou da opinião que não existe a melhor ferramenta, mas sim a melhor opção de acordo com a sua necessidade. Eu já utilizei e ainda utilizo as duas ferramentas, tanto o Blogger como o WordPress, e as duas atendem muito bem a necessidade do projeto no qual estão inseridas. Saiba mais sobre a diferença entre essas ferramentas clicando aqui.



Recomendo a utilização do Blogger em projetos pequenos e pessoais, pois, além de ser gratuito, é uma ferramenta muito mais fácil de aprender. Eu, por exemplo, comecei utilizando o Blogger há nove anos e desde então tenho acompanhado o aprimoramento dessa ferramenta que cada vez mais apresenta novos recursos e integração com outros serviços da Google. Entretanto, não há como negar que, se você deseja uma ferramenta profissional, de excelente qualidade e repleta de recursos, essa ferramenta sem dúvida é o WordPress. Apesar de exigir um pouco de conhecimento técnico e investimento na contratação de um serviço de hospedagem, o WordPress vale cada centavo investido devido aos recursos que oferece a nível de customização e otimização.

 

O intenso trabalho para dar “vida” aos blogs

Há uma crença de que blogueiro não trabalha, apenas passa o dia brincando na frente do computador. Evidentemente que existem pessoas que criam blogs apenas para brincar e passar o tempo, mas estas em geral nunca conseguem um mínimo de resultados e logo abandonam seu blog. Em contrapartida, blogueiros que levam a sério o seu trabalho precisam realizar um grande número de atividades para que seu projeto cresça, como:

  • Pesquisar;
  • Produzir conteúdo;
  • Ler e-mails;
  • Responder comentários;
  • Interagir no Twitter, Facebook, etc.;
  • Divulgar seus links;
  • Buscar parcerias com outros blogueiros;
  • Gerenciar programas de afiliados;
  • Estudar e melhorar o blog;
  • Etc.

Essa lista de atividades aumenta na proporção em que o blog cresce, e cada vez mais exige dedicação e perseverança para trazer resultados. Alguns blogueiros encaram seus blogs como um segundo emprego e chegam a trabalhar até quatro horas por dia. Há também os que vivem exclusivamente da renda dos seus blogs e, assim sendo, precisam trabalhar oito ou mais horas por dia em seus projetos.

Costumo dizer que um indicador de qualidade de um blog é o comportamento dos seus visitantes, pois são eles que dão “vida” ao blog. Se um internauta visita um blog e depois volta, é sinal que alguma coisa ali o atraiu e o motivou para voltar. E se o conteúdo for marcante o suficiente para que ele deixe um comentário, é sinal que o blogueiro conseguiu persuadir o leitor a participar da discussão sobre o assunto.

Um blog pode muito bem ser excelente e não ter comentários, mas quando os leitores deixam suas opiniões nos artigos, isso mostra a credibilidade do blogueiro, que conseguiu criar uma discussão em torno do assunto que aborda em seu blog.

 

Ser amigo do Google

Por mais leiga que uma pessoa seja em informática, ela sabe que a internet é uma gigantesca fonte de informação sobre tudo o que ela queira saber. E, para ter acesso a essa informação, basta apenas que ela faça uma “pergunta” para que as ferramentas de busca, como o Google, retornem uma lista de sites que respondam a sua dúvida.




Para muitas pessoas é assim que funciona a internet, e até mesmo pessoas que conhecem a internet, além do Google, acabam utilizando esse processo para acessar os sites que desejam. Eu, por exemplo, às vezes costumo digitar o nome do site no Google só para não ter que digitar o endereço completo do site ou blog no navegador. Sendo assim, podemos concluir que dois elementos são fundamentais na internet: o conteúdo dos sites/blogs e as ferramentas de busca.

Segundo Cláudio Torres, em seu livro “A bíblia do marketing digital” (2009), as ferramentas de busca representam a porta de entrada de mais e 80% da navegação na internet, e para conseguir trazer para seu blog essa enorme audiência, é fundamental que o blogueiro seja “amigo” do Google e demais ferramentas de busca. Para isso, é preciso conhecer e aplicar algumas técnicas que facilitam a indexação do blog pelos mecanismos de busca.

 

Persistência e paciência

Uma pesquisa realizada em 2010 no banco de dados do Technorati mostrou que naquele ano existiam mais de 130 milhões de blogs, mas que apenas 7 milhões deles haviam sido atualizados nos últimos 120 dias. Isso mostra uma taxa de abandono de quase 95% dos blogs criados.

Apesar de a pesquisa ser de 2010, ela ainda expressa a realidade da quantidade de blogs que são criados diariamente e são abandonados em pouco tempo. Isso geralmente acontece porque as pessoas possuem a ilusão de que basta criar um blog e os visitantes virão aos milhares, tornando-o um sucesso em pouco tempo. Muito pelo contrário, salvo algumas exceções, um blog trabalhado diariamente leva meses ou até anos para começar a ser reconhecido.

No começo de um blog, toda pessoa possui a terrível sensação de que está falando sozinha e que todo seu trabalho está sendo em vão. Infelizmente, leva tempo até um blog ganhar credibilidade e se firmar na Blogosfera. É preciso trabalhar muito fazendo pesquisas, gerando conteúdo, divulgando em redes sociais, comentando em outros blogs, etc.; mas tudo isso pode ser recompensado se houver persistência e paciência até os resultados começarem a aparecer.

Coordenador de curso na Etec de Itapira, pós-graduado em desenvolvimento de sistemas web e professor nos cursos de Administração e Técnico em Informática para Internet. Nerd por vocação e blogueiro por opção, é autor do livro “Diário de um Blogueiro” e dos blogs Neurônio 2.0 e Hiperbytes.

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